Já ninguém vê por entre os dedos. Já ninguém vê para além do que vê. Será que já ninguém vê a verdade na mentira? Estamos cegos ou estamos a vendar os nosso próprios olhos, fingindo-nos inocentes da falsa verdade. Não, a mim não me tapas o horizonte. Não me deixas sem o respirar de liberdade, sem a pureza das verdadeiras palavras.
Sabes, por vezes acho que tapar os olhos é o mais fácil.
Mas não, tenho de arregaçar as mangas e ir á luta, tirar o nevoeiro da frente do olhar e estar bem desperta do que está a acontecer a meu redor. Vem comigo, não te juntes aos que não querem ver.
Desculpa, estou cansada. Vou dormir.
segunda-feira
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