Adaptado do meu caderno (feito em 2007)
quarta-feira
O tempo não nos muda, apenas nos desvenda
Nem sei á quanto tempo te vejo em mim. Remetes-me para o passado e analiso-me e vejo só tu. Tu eras eu. Eu era tu. Eras o início do meu coração (e o fim também) e protegias-o do vento. Mas que bons tempos. Mas o tempo desvendou-te frio e cru, tal como és. Nu de qualquer tipo de falsidades. Só o teu orgulho é que não arredavas mão. Prendeste bem na palma da tua mão e passaste por cima do meu ser, espezinhado e traumatizado pelos teus passos ferozes. Pensava sempre que não podias ser tu. Não o podias ser. Eu ficava sempre em primeiro plano para ti. Como é que conseguiste manter-te firme durante tanto tempo? És metade de um fingidor. Porque um verdadeiro fingidor sente e depois finge, tu ficaste por o meio termo. Já não és sequer meu meio termo. És o resto. O resto dá zero. Nada. E quando acordar vou respirar, agora já consigo.
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1 comentário:
este texto esta lindo moça ! ;D
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