Procuro algo no meio de notícias perdidas já há muito a minha secretária. Deparo-me com uma ordem cronológica vencida por uma multidão de políticos, celebridades, cantores e jogadores de futebol. Todos debatam detalhadamente as proezas e fracassos de cada um.
Vejo o título de "Pobreza" em letras miudas numa notícia mais pequena que o meu próprio polegar, assim, insignificante a olho nú. E como as coisas insignificantes podem ser de extrema relevância, fico com a minha cabeça como num jogo de ping-pong sem saber o que pensar. Por um lado a pobreza que mata em contagem crescente, por outro a preguiça que está num trânsito interrompido.
Ás vezes a despersonalização de alguns causa-me um alvoroço nas ideias, como se fosse um atentado na avenida principal. E não pensem que num estalar de dedos isto termina, ou que simplesmente colocas no bolso o problema e ele fica automaticamente resolvido. É preciso uma união mundial, um movimento em bloco, um desejo repartido.
E afinal a vida é um jogo de verdade ou consequência.
Crónica sobre "A pobreza" para Português
2 comentários:
Aquela boca sensual é da Kaká, mas eu gostava de usar aparelho
sortuda
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