Espero que, meu amor, voltes sã e salvo de todos os teus tormentos da alma. Que o vento não te leve a alegria nem os sorrisos. Se levar, que leve as lágrimas que caem como chuva num dia negro de Inverno. Mas o Verão em ti regressa, como sempre. Nem que tenhamos de fingir os dias de praia, os escaldões do Sol, e o cheiro a relva e gelados de maracujá. Ele volta, e tu também. Sei que és mais forte do que pensam (ou pensavam). Quero voltar a estar tempos infinitos a tirar-te fotos a fumar tabaco de velhos (como se tem dito), e quero que voltes a perguntar quinhetas mil vezes bem alto nas aulas de geografia se eu fui tomar café sem ti. Também quero que voltes a gozar com a Ana Carla e mijarmo-nos a rir asseguir porque ela fica indignada, e também de fazermos aqueles 'coreografias' estupidas e desordenadas nas aulas de educação física.Meu amor, volta sã e salvo, volta!
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