sexta-feira

Num sábado de vento proveniente do sol, abro a janela para entrar os arrepios quentes que me estremecem a espinha. Sigo pelo corredor de acesso á sala que range um pouco, mas os vizinhos já se acomudaram. Cheira-me a flores e relva acabada de cortar. Vejo uns chocolates revestidos de seda com umas cores apelativas. Acho que ainda dei uma dentada num, com os olhos. Tenho o livro pousado em cima do sofá mole, como eu gosto, á espera que alguém o imagine, e o torne especial por momentos. Decido deixar isto tudo por uma único telefonema teu meu amor, nada mais. Sei que não é a minha obrigação percorrer isto por ti nem por mim, mas faço-o por nós, o que é a maior razão do Mundo. Sabes, quero muito estar contigo e abraçar internamente, e comunicar-mos sem palavras. Não te dou a ninguém, a ninguém! Não há troca possível. És uma assimilação de bondade e amor, o que te torna especial. Amor, e sempre que caires no abismo de loucura eu ire-te trazer de volta anonimamente (devido a não ser relevante a minha identidade), e darei sumiço a essa loucura que não te permite que apazigues a alma.
Sabem, ás vezes tento definir a Sónia (estou á vinte e quatro minutos a tentar escrever algo mas é impossível). E afinal não é uma composição de palavras que te define, és tu própria.


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