quinta-feira


Hoje não quero mais do que o mínimo, desde que te pertença.
Já nada te toca, nem o ar. Nem o coração. Sinto que o vento te levou tudo e tu ficaste nu, sozinho. Nessa altura só querias ter asas para voar, deixando um rasto para quem te procurasse te visse majestoso (eu procura-te-ia). Mas o vento tudo levou, e não há mais nenhuma aragem a correr. Já não há nenhumas escadas para o céu. Agora ficas ai, indiferente ao que te rodeia sem aproximação possível. Já ninguém te pode dar a mão para te levantar. Tu próprio te levantas com esse ar melancólico envolvido nessa melodia. Frágil ou não, não sei. Agora espero pelo dia em que as nossas ruas se cruzem. Um dia elas vão se cruzar, um dia. E nesse dia as promessas não vão com o vento, vão ficar juntas ao sol, firmes. E nesse dia já não vai haver fragilidades nem tristezas. Vai haver um belo dia de sol.
É só um dia mau,


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