
Há mais de um ano que te tornaste um pilar fixo e seguro na minha vida. Consegues florescer uma alegria contagiante em todos os que te rodeiam. Talvez por isso me afeiçoei tanto a ti e às (tão) tuas palavras serenas. Não te posso deduzir nem explicar e muito menos te extrair de qualquer construção. Tu já és a obra-prima acabada e embelezada, reflexo do teu coração. Agora apenas te posso viver, sentir. És forte, e eu tenho orgulho nisso. Guiaste pelas pistas dispersas que te foram oferecidas pela vida. São poucas e quase destruídas pela erosão das mentiras/falsidades, mas mesmo assim alcanças o teu destino e, continuas a alcançá-lo. Encontrar ou tentas encontrar, sempre a solução mais adequada e não a mais simples. Esforças-te, transpões, derrubas e destróis todos os obstáculos, modificando, superando e recriando todos os momentos. Tens sempre como preocupação o bem-estar e a felicidade do teu amigo que te é fiel. Aplicas sempre os termos verbais na primeira pessoa do plural, porque nunca estiveste/estás/estarás sozinha, e tal como exemplo que és, eu, e todos os teus amigos, nunca te deixaremos sozinha e muito menos cair sem uma mão para te ajudar a levantar. Sei que não tem nada a haver com o ano anterior, em que passávamos horas a fio juntas, e que aproveitávamos todos os intervalos para um beijinho e um abraço tão (nosso) característico. Aproveitávamos todos os momentos para nos ter. Agora, a distancia faz-se sentir e a saudade tende a ficar. Todos os dias aprendemos. Eu aprendi, eu aprendi a gostar de ti sem te ter.
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